Este tema já não é novo e já vem sendo discutido há vários anos!

Agora, a Associação Portuguesa de Seguradores (APS) volta a reforçar a necessidade de tornar obrigatória a contratação da cobertura de seguro de risco sísmico, quando contratada também a de incêndio.

Isto porque apenas 16% das habitações em Portugal têm cobertura de risco sísmico (que é opcional), refere José Galamba de Oliveira, presidente da APS.

Para além de ser uma preocupação também do setor bancário (muitas habitações estão dadas como garantia, hipotecadas no crédito à habitação), seria fundamental tornar obrigatória esta cobertura. De acordo com José Galamba de Oliveira, “preconizamos tornar essa cobertura obrigatória em primeiro lugar. Numa primeira fase, para que não seja muito pesado para todos, torná-la obrigatória quando a cobertura de incêndio é obrigatória (relembro que a cobertura de incêndio só é obrigatória para a propriedade horizontal, falamos dos prédios das cidades, vivendas, etc, ainda não é) – e esse adicional de prémio dessa cobertura era canalizado para um fundo que teria dois objetivos: em primeiro lugar comprar resseguro porque é importante desde o primeiro dia que o fundo entre em funcionamento, que haja capacidade (pode haver logo um sismo)".