O equilíbrio entre a rentabilidade esperada e o risco que os investidores estão dispostos a assumir é um tema mais preponderante do que realmente aparenta.
A nível psicológico, tendo em conta a atual complexidade dos mercados, os investidores podem ser os seus próprios inimigos e é importante saber como "evitar as armadilhas que o nosso próprio cérebro nos impõe, entre outros fatores".

Inés del Molino (gestora de contas da Schroders), Nabil El-Asmar Delgado (chefe da Vontobel AM) e David Azcona (gestor de investimento da Beka Values Private Banking AV) abordaram o tema e listaram os erros mais comuns ao investir de um modo precipitado:

  1. Atribuir pouco valor ao tempo - Acontece muitas vezes não ter em conta que não é o mesmo investir a um ano ou a 10 anos. Há que definir antecipada e conscientemente o horizonte temporal.
     
  2. Não ser consistente - O conhecido efeito miopia: seguir inicialmente a estratégia desenvolvida a médio e longo prazo, mas não saber como mantê-la ao longo do tempo pode significar a perda de momentos de recuperação ou o pagamento de comissões excessivas.
     
  3. Ser radical - Investir tudo em ações ou investir tudo em dívida pública. Trata-se, fundamentalmente, de diversificar e não "colocar os ovos todos no mesmo cesto". É importante não se deixar levar por "modas" ou comentários e investir em soluções cuja carteira tenha ativos diversificados e de elevado rating, por forma a limitar as oscilações de rentabilidade.
     
  4. Não se deixe levar por histórias fascinantes - Imitar os comportamentos ou, neste caso, investimentos de outras pessoas acreditando que são resultados garantidos pode não correr bem. Normalmente ocorre quando o investidor não tem uma ideia definida de como se comportar e é orientado pelas ações de outros, pressupondo que estes têm mais conhecimento.
     
  5. Investir em produtos desconhecidos - Por vezes, existe a tendência de qualificar um produto financeiro como bom ou mau com base num único dado, sem considerar que esse mesmo produto pode não ser adequado para o objetivo de poupança/investimento pretendido, ou para o próprio perfil do investidor.


Aconselhamo-lo ainda a conhecer os seguintes artigos:

  1. Investir não tem que ser uma dor de cabeça
  2. Investir as poupanças - dicas para fazê-lo em segurança


Na próxima semana será divulgada a 2.ª parte deste artigo.
 

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Fonte: El País

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