Incerteza geopolítica e novos riscos no III Encontro Global Risks
A MAPFRE Global Risks e a MAPFRE Portugal reuniram os principais brokers nacionais e internacionais a operar em Portugal, num evento que reforçou o posicionamento da MAPFRE como player global de referência e um parceiro estratégico na gestão de Grandes Riscos.
O III Encontro Global Risks, evento que se realiza em Portugal a cada dois anos, tem como objetivo principal partilhar insights sobre as principais tendências e desafios do mercado, bem como apresentar as soluções inovadoras que a MAPFRE oferece para grandes distribuidores e clientes neste segmento.
Neste vídeo encontra os melhores momentos e o testemunho de Luis Anula, CEO da MAPFRE Portugal.
Economia e desempenho da MAPFRE em Portugal
O evento teve início com a intervenção de António Nogueira Leite, Presidente do Conselho de Administração da MAPFRE, que enquadrou a importância do evento.
"A economia portuguesa, tal como a espanhola, está a crescer melhor que a média da União Europeia, e as perspetivas para o próximo ano são favoráveis. Neste contexto, a MAPFRE em Portugal está a ter um excelente desempenho, crescendo claramente acima do mercado, com uma contribuição muito significativa do ramo Vida", afirmou António Nogueira Leite, acrescentando que “este desempenho se reflete num resultado projetado de aproximadamente 11 milhões de euros para o final do ano, um valor que demonstra a solidez e o crescimento da operação em Portugal”. No entanto, alertou para os desafios no horizonte europeu: "Vejo dois problemas complicados: a situação política em França, com o seu défice orçamental, e a Alemanha, que enfrenta um enorme problema de concorrência e de escolhas políticas. Precisamos que a Alemanha cresça, uma vez que quando não cresce, temos um problema na Zona Euro."
Tendências globais e riscos emergentes
Bosco Francoy, CEO da MAPFRE Global Risks, partilhou a visão global sobre os desafios do setor, marcado por uma transição para um 'mercado soft', com maior capacidade e concorrência.
" Para os próximos dois anos, a probabilidade de uma crise global é liderada pelo conflito armado entre países (23%) e por eventos climáticos extremos (14%). Riscos como a confrontação geoeconómica (8%) e a desinformação (7%) também são críticos. Estes são os desafios para os quais temos de estar preparados para gerir com soluções robustas (…) Hoje, temos uma crise de talento. Não conseguimos atrair talento para a nossa indústria de uma forma fácil, porque temos de competir com outras atividades. É um risco que temos de gerir."
Reflexão geopolítica e encerramento
O historiador António Costa Pinto, orador convidado, fez uma reflexão crucial sobre o contexto geopolítico e económico atual.
"O maior fator de incerteza hoje, do ponto de vista da política internacional, veio de onde não esperávamos: dos Estados Unidos da América. A China, sendo um regime autoritário, não desafia a ordem internacional", analisou, acrescentando que, internamente, "o desafio para a União Europeia vem fundamentalmente da direita radical populista, enquanto elemento de erosão da democracia liberal." A sua análise foi suportada por dados que indicam uma inversão na tendência global, com o número de autocracias (91) a ultrapassar novamente o número de democracias (88) a nível mundial, ilustrando a complexidade do atual cenário.
Compromisso MAPFRE com o mercado português
O encerramento da sessão coube a Luis Anula, CEO da MAPFRE Portugal, que destacou o compromisso da MAPFRE com o mercado português e a sua capacidade de resposta aos desafios emergentes, salientando o valor do encontro.
A MAPFRE reitera assim o seu compromisso em continuar a ser um parceiro de confiança para os seus clientes e distribuidores, oferecendo soluções robustas e inovadoras no segmento de Grandes Riscos, e reforçando a sua presença e liderança no mercado global e em Portugal.
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