A terceira etapa da Volvo Ocean Race começou para o "MAPFRE" dia 3 de janeiro. As condições, logo à saída de Abu Dhabi, não foram simples: muito nevoeiro e pouco vento. No Estreito de Ormuz, os barcos navegaram com dificuldade.
Passada a zona de exclusão do Irão e os ventos ligeiros do Golfo de Omã e da costa do Paquistão, a intensidade começou a aumentar. O barco “MAPFRE” notou nesta altura que a sua velocidade diminuiu. “Tivemos que fazer manobras para tirar algo que se prendeu na quilha. Demos à ré literalmente", escreveu Fran Vignale. Os velejadores não ficaram satisfeitos e coube a Ñeti Cuervas-Mons mergulhar no mar para verificar a situação. A manobra, segundo Vignale, tinha riscos. “O estado do mar não era favorável, com ondas e ventos de 17 nós. Desde que Ñeti entrou na água, parecia que o tempo não passava. Mas correu tudo bem e voltamos a navegar com segurança".
Ritmo cansativo até ao Índico Norte
Com o “MAPFRE” já a cem por cento, mais um desafio. O Mar Árabe converteu-se num campo minado. “Fizemos muitas manobras e mudanças de bordo a cada cinco minutos", contou André Fonseca “Bochecha”. O navegador Jean Luc Nélias também não teve descanso. "Ele não descansava nunca, estava atento à direção do vento e a todos os fatores à sua volta", explicou Vignale.
A passagem pelo Sri Lanka foi mais um desafio, uma vez que passar perto da ilha poderia ser uma armadilha devido ao vento. Evitar aquela região significava navegar mais e perder posições.
O "MAPFRE" acelerou rumo ao Sul e recuperou posições. Após uma semana, a equipa já estava em quarto lugar. À medida que o vento aumentava, o "MAPFRE" aproveitava para tirar a vantagem do "Dongfeng” mas, antes de Malaca, o “MAPFRE” concentrou-se na passagem por Sri Lanka, onde uma área sem vento esperava a frota.
Já em segundo lugar, o barco “MAPFRE” segue viagem rumo ao estreito.
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