Agora que o barco “MAPFRE” já percorreu mais da metade da segunda etapa da Volta ao Mundo, vamos começar a incluir no "Notícias MAPFRE" um Diário de Bordo do seu percurso nesta aventura. 

Vamos passar a acompanhar o desempenho do barco "MAPFRE" na maior competição naútica, que passará por Portugal (Cascais), no próximo ano de 2015.

Ainda há um longo caminho a percorrer, mas o primeiro passo da equipa MAPFRE foi constatar que a estratégia de encontrar mais vento pelo lado Leste do Oceano Índico correu bem. Depois de voltar ao meio da frota, o “MAPFRE” deverá adotar outra tática para conseguir o seu objetivo final, como explicou o comandante Iker Martínez. “Primeiro, a passagem pela Linha do Equador. Depois, mais a Norte, mais uma área sem vento. E não pense que acabou. Após tudo isso ainda teremos umas 1.500 milhas náuticas pela frente”.

21 de novembro: 517,38 milhas em 24 horas

Depois de superar a complicada corrente das Agulhas, no começo da etapa, o “MAPFRE” imprimiu forte velocidade. Com as condições extremas do Índico e ventos fortes, o “MAPFRE” candidatou-se a receber o prémio “IWC Schaffhausen Speed Record Challenge”, ao bater o primeiro recorde de milhas velejadas num dia. Fizeram 517,38 milhas em 24 horas, marca que até agora ninguém conseguiu bater.

Negociando a passagem pelos ventos Alísios

Depois de liderar por seis dias a segunda etapa, o “MAPFRE” separou-se da frota adotando estratégias diferentes. A mais predominante foi procurar o lado direito do Índico (Leste). A tripulação do “MAPFRE” enfrentou situações difíceis nesses dias, com ventos fortes e muitas vezes contrários, chegando aos 23 nós, com picos de 30 durante a noite. Chuvas e constantes mudanças de vela marcaram as primeiras semanas, mas a equipa soube defender bem as posições.

Líderes durante três dias e um ciclone que se tornou tempestade

No dia 27 de novembro, o “MAPFRE”, que lutava milha a milha pela liderança, reassumiu o posto de número um, assim como na véspera. Com equilíbrio da frota, aceleravam para não perder o posto. “A frota está bem equilibrada e junta. Tudo pode mudar de uma hora para a outra. Por isso, não podemos descansar. Falta muita coisa e temos que continuar a lutar”, advertia o espanhol Ñeti Cuervas-Mons.

Depois da previsão não concretizada de um possível ciclone, que se transformou numa tempestade tropical, o sábado seguinte foi de navegação perfeita, com vento de popa e o barco a deslizar em mar calmo. As ilhas de Reunião e Maurício ficaram para trás e os ventos iam desaparecendo na aproximação aos Doldrums. O “MAPFRE” seguia como líder por mais um dia.

A aposta solitária rumo ao Leste

Nas primeiras horas do domingo, dia 30 de novembro, o “MAPFRE” tomou uma decisão que surpreendeu todos. Foi sozinho para Leste. No mesmo dia, o "Team Vestas Wind" chocou com um banco de areia no Índico e abandonou a etapa. O navegador “MAPFRE”, Jean-Luc Nélias, explicou a esta decisão referindo que a estratégia poderia ser vantajosa e notada em oito ou nove dias, não de imediato: “Estamos a seguir para Leste para tentar apanhar os ventos alísios que estão a aparecer novamente. Pode ser também a melhor entrada para os Doldrums do Índico. Por isso, ficou decidido mudar de rumo”.

Na terça-feira, dia 2 de dezembro, depois de quase três dias  de navegação em direção a Leste, o comandante Iker Martinez anunciou que tinha finalmente encontrado os ventos alísios. O “MAPFRE” está a cortar quilómetros e já passou de sexto para quarto lugar em seis horas. Lentamente, começa a lucrar com sua escolha oriental.

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