Depois de quase nove meses e mais de 38.000 milhas (mais de 70.300 quilómetros), terminou em Gotemburgo, na Suécia, a última etapa da Volvo Ocean Race. A chegada foi lenta devido ao vento fraco que, em vários momentos, parou os barcos. O barco "MAPFRE" encerrou a última etapa depois de um final emocionante, no qual conquistou o terceiro lugar na última milha após encontrar uma rajada de vento perfeita e passar o "Dongfeng".

Novamente três barcos - "MAPFRE", "Dongfeng" e "Brunel" - lutavam por um lugar no pódio, enquanto o "Alvimedica" manteve uma liderança difícil de superar. Quando muitos acreditavam que já estava tudo decidido, a aproximação dos barcos na entrada do canal onde seria a chegada mostrou que a disputa ainda estava viva. O "MAPFRE" apanhou uma boa rajada de vento no momento perfeito, ultrapassando o barco chinês.

"O final da etapa foi quase como a 'mão de Deus do Maradona' brincou Iker Martínez. "Temos que lutar até ao fim, errando ou acertando. Nunca vamos dar algo como perdido até que tenha chegado o fim. Após muitas milhas passamos o 'Dongfeng' porque acalmou o vento, tivemos uma ajuda da sorte e soubemos aproveitar a oportunidade".

Ao mesmo tempo, aproximaram-se do "Brunel", que terminou em segundo lugar, com quatro minutos e 49 segundos à frente da equipa MAPFRE, que chegou ao pódio depois de quatro dias, nove horas, 29 minutos e sete segundos de percurso entre Lorient e Gotemburgo.

O proeiro Ñeti Cuervas-Mons falou sobre a chegada. "Ficamos em terceiro! De qualquer forma é um pódio e isso sempre foi o objetivo da equipa. O fim da etapa mostrou a dificuldade da regata”. "A final foi emocionante por muitas razões. Em primeiro lugar, porque quando acabou, havia apenas uma sensação de tristeza por ser o fim; mas ainda existe uma sensação de alegria, porque quando iniciamos um projeto, queremos terminá-lo. Chegar com o barco e toda a tripulação ao porto já é um sucesso. Além disso, estamos agora muito mais competitivos e somos uma equipa melhor do que éramos quando terminámos a primeira etapa. Por isso, devemos ficar muito felizes", disse o comandante.

André 'Bochecha' Fonseca concordou com as palavras do campeão olímpico. "À medida que a regata progrediu, também nós fomos melhorando e, no final, provámos que somos uma grande equipa. Evoluímos muito e desde a terceira etapa sempre lutámos pelas primeiras posições".

Sábado, dia 27, termina a competição com uma última regata In-Port, que decidirá o quarto e quinto lugar na classificação geral da Volvo Ocean Race, sendo que o "MAPFRE" e "Alvimedica" estão empatados com 34 pontos cada. Esta última regata costeira irá desequilibrar a balança para uma das equipas.

O Abu Dhabi, liderado por Ian Walker, já é o vencedor da volta ao mundo por antecipação.

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