Desde a partida de Sanya (China) com destino a Auckland (Nova Zelândia), o barco “MAPFRE” tem superado vários obstáculos no Oceano Pacífico Norte. Agora, luta para passar pela calmaria dos ventos Doldrums e voltar a figurar entre os três primeiros lugares da quarta etapa.
Durante as primeiras 24 horas da etapa, as ondas de quase quatro metros e o vento de cerca de 25 nós colocaram a tripulação em alerta e no limite. Em terceiro lugar, o barco “MAPFRE” passava pelo Estreito de Luzón. “Será um período duro e difícil, com várias trocas de posições", disse Rafa Trujillo.
As condições ficaram ainda mais extremas na etapa quatro. “Navegar a bordo do barco 'MAPFRE' é como montar um touro bravo, que não para de saltar. Navegamos com ventos de até 30 nós e algumas vezes com ventos contrários. O barco resistiu bem e imprimiu boa velocidade”, afirmou Francisco Vignale.
No Estreito de Luzón a frota dividiu-se em dois grupos e o barco “MAPFRE” optou por navegar mais a Sul, perto da costa filipina. A partir deste ponto, a equipa colocou a proa a Nordeste procurando o vento que os colocaria na direção de Auckland, mantendo uma intensa disputa com os barcos “Abu Dhabi” e “Dongfeng”. Durante o quinto dia de competição, a base do outrigger (peça do barco) rompeu e destabilizou a equipa. Xabi, “Ñeti” e Willy fizeram a reparação, compondo uma estrutura que suportasse o peso do mesmo.
Durante esta etapa, o tripulante Willy Altadill magoou-se na mão direita depois de uma troca de vela e, após terem ligado para o médico da regata, Pablo Díaz-Munío, para ter um diagnóstico preciso, tiveram que imobilizar a sua mão.
Quando tudo parecia melhorar, o jornalista a bordo do barco escreveu o seguinte: “Uma peça que segurava uma das extremidades do outrigger partiu-se. Carlos correu para a proa para a reparar, enquanto Rob tentou segurar a velocidade do barco". Mas esta não foi a preocupação principal a bordo. Na noite de 15 de fevereiro, o barco “MAPFRE” teve problemas no sistema de transmissão de dados que impediu a equipa de receber as informações meteorológicas, assim como de utilizar o telefone e enviar imagens e fotos. Depois de quase 85 horas sem ligação, a situação foi resolvida com a reparação de uma das antenas. O Centro de Controlo da regata monitorizou em todos os momentos a posição do barco “MAPFRE” com mensagens curtas pelo Sat-C. O presidente da MAPFRE, Antonio Huertas, enviou também uma mensagem de apoio à equipa MAPFRE que passava por esta difícil situação.
Depois de uma semana a lutar contra imprevistos, o barco “MAPFRE” entrou nos Doldrums, onde provavelmente a frota ficará novamente junta. Auckland está a 2.500 milhas.
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