Apesar da pandemia a MAPFRE Global Risks não perdeu a oportunidade de levar adiante e realizar a 27.ª edição das Jornadas Internacionais, nos dias 09 e 10 de junho, num formato totalmente digital.

Com o tema “Atualidade e Desafios dos Grandes Riscos nos Mercados Internacionais", o evento reuniu mais de 2500 profissionais de gestão de risco, oriundos de mais de 25 países, que tiveram oportunidade de acompanhar ao vivo várias mesas-redondas e palestras, naquele que é um dos principais pontos de encontro dos Grandes Riscos.

Da MAPFRE Portugal marcaram presença, como habitualmente, alguns corretores e empresas convidadas.

 

Desafios e oportunidades para o setor segurador

As mudanças derivadas da pandemia que vivemos representam grandes desafios para o setor segurador e que se podem transformar em oportunidades não só para a indústria, mas também para os clientes. Assim, afirmou o presidente da MAPFRE, Antonio Huertas, que considera que essas mudanças obrigam as empresas a atualizarem os seus mapas de risco para estabelecer protocolos e mecanismos de prevenção adaptados às ameaças atuais e que, logicamente, trarão mudanças complexas, mas também interessantes, e oportunidades para o setor. 

 

“Por mais que o mundo mude, haverá sempre respostas por parte das seguradoras para proteger ativos”, destacou Antonio Huertas durante o encerramento do evento.

Além dos riscos derivados da COVID-19, o presidente da MAPFRE recordou que também existem outros riscos anteriores que terão um grande impacto no setor: desastres naturais e eventos associados às mudanças climatéricas. 

Antonio Huertas salientou ainda que existe um outro risco, que deixou de surgir para se tornar estrutural: o dos ataques cibernéticos, que aumentou com o crescimento exponencial da utilização dos canais digitais durante a pandemia. Durante as Jornadas, a experiência da MAPFRE, que sofreu um ataque cibernético em agosto de 2020, foi partilhada e o presidente do Grupo reconheceu que “a força dos sistema, a qualidade e a experiência das equipas, bem como a excelente colaboração com os parceiros tecnológicos e um plano robusto de crise e continuidade de negócio, permitiu conter e depois repelir o ataque”. Neste sentido, defendeu ainda a importância do investimento em proteção, em protocolos rigorosos e na consciencialização dos colaboradores da área.

O presidente da MAPFRE insistiu que o seguro tem capacidade para proteger e preparar a sociedade para o futuro e que, na fase pós-pandemia, os modelos de recuperação só serão plenamente bem-sucedidos “se forem baseados em parcerias público-privadas, trabalhando em conjunto com empresas, grandes e pequenas, com iniciativa pública e organizações supranacionais”. Acrescentou também que os mercados seguradores estão a mostrar-se solventes e resilientes a esta crise, embora a situação atual tenha voltado para um contexto de condições mais severas e exigentes.

Também salientou a necessidade de ampliar a vacinação nos países que mais carecem de recursos, de forma a terminar este processo com a urgência necessária. “A saída de uma pandemia que, por definição, é global também deve ser verdadeiramente global. E só estaremos seguros quando todos estivermos vacinados”, frisou.

Recordou ainda que o Grupo MAPFRE mobilizou mais de 200 milhões de euros para combater a pandemia e aliviar os efeitos económicos e sociais graves que foram gerados a nível mundial.

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Antonio Huertas (Presidente da MAPFRE)

Prémio Internacional de Gestão de Riscos

Durante as Jornadas, também foi entregue o Prémio Internacional de Gestão de Riscos, desta vez para a Sigdo Koppers, para o período 2019-2021. O prémio entregue pela MAPFRE Global Risks tem como objetivo reconhecer e dar visibilidade às melhores políticas e cultura de gestão, prevenção e proteção de riscos.

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